PLANEJAMENTO

Os desafios

Gravar nunca foi tão fácil. Distribuir sua música também. No entanto temos a sensação de que nunca foi tão difícil ser ouvido. Será? Deixo a reflexão.

A remuneração que bandas e artistas independentes tinham com a música gravada nos dias de CD ficaram pra trás. A música se desmaterializou e o streaming e a música digital ainda não remuneram o bastante. Ainda.

Falando o português claro: muita gente gravando, ofertas diárias de dezenas de novos discos, custos de viagens altos, e pouca receita?  Como fazer música em dias como esse? Pensando em:

  • Novos formatos
  • Novas formas de produção
  • Nova dinâmica

Superando uma era onde a música existia em ciclos anuais , focados no lançamento de discos, para uma experiência semanal ou diária nos mais variados formatos, onde o processo de criação adquire valor expressivo e não só  a música criada.

O que fazer?

Diversificar os formatos ! Uma banda ou um artista não deve pensar mais em apenas gravar discos. Temos que expandir a visão sobre a música e as diversas maneiras que temos de levá-la aos fãs: discos, vídeos, podcasts, webseries, imagem, linhas! A música não cabe mais somente em um disco.

Diversificar as formas de produzir!  Até aqui uma gravação de alta fidelidade em um estúdio caro ou um video clipe com super produção era o caminho (único)  a ser perseguido. Mas a forma de consumir música mudou muito. Queremos os discos bem gravados no Spotify ou num vinil de 12″ tanto quanto uma versão viva no “esquenta antes de entrar no palco” ou no ensaio na garagem antes de sair para um turnê.

Intensificar o diálogo com os fãs valorizando o processo: Não podemos mais esperar um ou dois anos para falarmos com nossos fãs através de um novo álbum . Antes o ciclo da música começava e acabava no lançamento de um disco. Hoje a música é o próprio processo. Da inspiração à gravação, do palco à uma ilustração, tudo que gira em torno do seu processo criativo é importante para o fã de música. 

Como fazer isso?

Modelo de Trabalho